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30 de janeiro de 2012
24 de janeiro de 2012
foi-se o pin, fica o puk
Alguns dias depois, o que tenho para dizer é que me esqueci do pin do meu telemóvel e agora tenho de pedir o puk. Porque não sei onde é que anda o cartãozinho.
Agora imaginem.
Imagem do filme Enter the Void, a ver num sofá perto de mim.
Agora imaginem.
Imagem do filme Enter the Void, a ver num sofá perto de mim.
3 de janeiro de 2012
19 de dezembro de 2011
a família
A minha avó liga-me de vez em quando. Para se assegurar que eu não estava no Japão na altura do tsunami, se por algum acaso fui presa injustamente, se me tenho alimentado porque coitadinha tenho duas mãos que não devem funcionar muito bem. Se me queimei a acender um fósforo ou ainda se consegui apanhar um autocarro por causa da greve dos camionistas.
Só não consegui perceber ainda, se é melhor dizer que estou em casa ou não. Quando estou em casa não posso estar sozinha, mas se está muita gente é perigoso porque as pessoas são malucas. Não posso comer congelados, mas também não posso perder muito tempo a cozinhar depois de um dia de trabalho, coitadinha.
Vendo pelos olhos da minha avó, passada a porta da rua, o cenário é pós-apocalíptico, com granadas a fazer as vezes das pedras da calçada e caixas com mantimentos e armas, disfarçadas de caixotes do lixo. E depois toda a gente sabe daquele perigo eminente de se levar com um piano em cima. E o meu vizinho de cima tem mesmo um piano.
Só não consegui perceber ainda, se é melhor dizer que estou em casa ou não. Quando estou em casa não posso estar sozinha, mas se está muita gente é perigoso porque as pessoas são malucas. Não posso comer congelados, mas também não posso perder muito tempo a cozinhar depois de um dia de trabalho, coitadinha.
Vendo pelos olhos da minha avó, passada a porta da rua, o cenário é pós-apocalíptico, com granadas a fazer as vezes das pedras da calçada e caixas com mantimentos e armas, disfarçadas de caixotes do lixo. E depois toda a gente sabe daquele perigo eminente de se levar com um piano em cima. E o meu vizinho de cima tem mesmo um piano.
quando chega a altura de não gostar do Natal
Pensei que não me ia apanhar. Tal como tive a certeza de que não iria ter gripe A e por isso não tomei a vacina.
Bom, de facto não tive gripe A, mas isso agora não é importante.
Mas em relação ao Natal embora achasse que a coisa não ia pegar, o troco já foi outro. Chegava a Novembro e já andava de enfeites na mão pela casa e a olhar para as montras das lojas dos 300 e a inventar parentes para comprar presentes. O Natal é dos miúdos, verdade, mas as garrafas de vinho, whisky e mon-cheris vão deixando a malta adulta apreciar o seu bocadinho de Natal. Depois vem o All I want for x-mas is you da Mariah Carey e a certeza de que you queríamos ter no Natal e a coisa começa a azedar, ou não. A família começa a ficar mais pequena, por norma, claro que há sempre as famílias de parideiras. Uns anos depois começa um esforço para não limitar a alegria do Natal ao bacalhau e eventuais presentes. Vamos portanto, puxar da criatividade e para quem ainda não o fez, experimentem embebedarem-se com os familiares e recorram ao beijinho embrulhado, que a coisa passa-se.
Quanto ao fim de ano, não faço resoluções na mesma, mas decidi que me vou concentrar mais no beijo da meia-noite do que nos desejos das passas, que, verdade seja dita, a meio do ano já não me lembro de metade. Só mesmo nas obsessões que passam de ano para ano.
Bom, de facto não tive gripe A, mas isso agora não é importante.
Mas em relação ao Natal embora achasse que a coisa não ia pegar, o troco já foi outro. Chegava a Novembro e já andava de enfeites na mão pela casa e a olhar para as montras das lojas dos 300 e a inventar parentes para comprar presentes. O Natal é dos miúdos, verdade, mas as garrafas de vinho, whisky e mon-cheris vão deixando a malta adulta apreciar o seu bocadinho de Natal. Depois vem o All I want for x-mas is you da Mariah Carey e a certeza de que you queríamos ter no Natal e a coisa começa a azedar, ou não. A família começa a ficar mais pequena, por norma, claro que há sempre as famílias de parideiras. Uns anos depois começa um esforço para não limitar a alegria do Natal ao bacalhau e eventuais presentes. Vamos portanto, puxar da criatividade e para quem ainda não o fez, experimentem embebedarem-se com os familiares e recorram ao beijinho embrulhado, que a coisa passa-se.
Quanto ao fim de ano, não faço resoluções na mesma, mas decidi que me vou concentrar mais no beijo da meia-noite do que nos desejos das passas, que, verdade seja dita, a meio do ano já não me lembro de metade. Só mesmo nas obsessões que passam de ano para ano.
24 de novembro de 2011
16 de novembro de 2011
*shhhh* não digas isto a ninguém
Quando as saudades batem parece que o tempo tropeça a meio do streaming e troca o fast-forward pelo rewind. E rabino, esquece-se de avisar.
As mesmas ânsias, as manias e a manta-a-dividir, o mesmo saber que vai chegar e a mensagem do fim do dia. O mesmo conhecer.
E agora que volto a hoje, nada disto tem sítio para ser e as saudades estão gastas, russas. E isso, isso, é bom.
As mesmas ânsias, as manias e a manta-a-dividir, o mesmo saber que vai chegar e a mensagem do fim do dia. O mesmo conhecer.
E agora que volto a hoje, nada disto tem sítio para ser e as saudades estão gastas, russas. E isso, isso, é bom.
18 de outubro de 2011
a sério, juro que vou mudar.
Nunca damos por ela. Assim à primeira, quero dizer. Estou a falar dos namorados cleeny, daqueles chatos que criticam meticulosamente tudo e que cobram uma lista infindável de to do's que por clara negligência nos esquecemos. Que nos fazem desenvolver uma capacidade quase 'premonitória' dos nossos passos, para não levarmos na cabeça. Numa de não repetirmos o que, por uma qualquer razão moralista que desconhecemos até então, não devíamos ter feito nunca na vida.
A fase bicuda chega com a dúvida entre ser melhor justificar a atitude ou o ignorar abrupto e contínuo. O que levará eventualmente a um afastamento. Grande. Provavelmente e também, pelo silêncio que se vai 'encastrando' por todo o lado onde passam, mais desconfortável que o de Auschwitz.
Pior que um namorado assim, é um chefe. Onde a pressão assídua gera uma culpa injustificada e faz, por exemplo, tentarmos perceber se por acaso dissemos alto o que estávamos a pensar. Que poderá incluir ofensas e descrições meticulosas de tortura, ao próprio, sem nos apercebermos. Numa de tentar justificar o seu mau humor, constante. Uma forma da nossa consciência dar miminhos ao Ego e afastar a ideia de que de facto possamos ter feito algo de errado.
Estamos sempre em falta. Devíamos ter adivinhado o que ele queria ou ter trazido um chocolate do almoço para saber o quanto gostamos de trabalhar com ele. Pior, é não responder imediatamente a mensagens ou mails. Poderá desencadear imediatamente "a conversa".
Não sei, se óleo de massagem, uma garrafa de vinho e uma promessa de viagem quando fizermos 1 ano para Bora-Bora, poderá resultar, mas duvido. Não que o assédio sexual do escritório não seja altamente, mas tenho para mim que não será a resposta.
Dammit.
A fase bicuda chega com a dúvida entre ser melhor justificar a atitude ou o ignorar abrupto e contínuo. O que levará eventualmente a um afastamento. Grande. Provavelmente e também, pelo silêncio que se vai 'encastrando' por todo o lado onde passam, mais desconfortável que o de Auschwitz.
Pior que um namorado assim, é um chefe. Onde a pressão assídua gera uma culpa injustificada e faz, por exemplo, tentarmos perceber se por acaso dissemos alto o que estávamos a pensar. Que poderá incluir ofensas e descrições meticulosas de tortura, ao próprio, sem nos apercebermos. Numa de tentar justificar o seu mau humor, constante. Uma forma da nossa consciência dar miminhos ao Ego e afastar a ideia de que de facto possamos ter feito algo de errado.
Estamos sempre em falta. Devíamos ter adivinhado o que ele queria ou ter trazido um chocolate do almoço para saber o quanto gostamos de trabalhar com ele. Pior, é não responder imediatamente a mensagens ou mails. Poderá desencadear imediatamente "a conversa".
Não sei, se óleo de massagem, uma garrafa de vinho e uma promessa de viagem quando fizermos 1 ano para Bora-Bora, poderá resultar, mas duvido. Não que o assédio sexual do escritório não seja altamente, mas tenho para mim que não será a resposta.
Dammit.
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