Mostrar mensagens com a etiqueta o quotidiano. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta o quotidiano. Mostrar todas as mensagens

19 de novembro de 2011

do que são feitos os dias

. os 15 a 30 minutos extra do despertador, de manhã.
. raspar a parte queimada das torradas
. abrir uma embalagem nova de papel higiénico e ponderar sobre as aberturas-fáceis
. deambular pelo corredor de vinhos, com mais afinco no Douro e Alentejo
. pensar como será a vida do senhor do café, se também é ele que cozinha em casa
. esquecer os sacos reutilizáveis em casa, sempre, e comprar um novo, quase sempre
. andar pouco tempo com o jornal na mão para não tingir, ou então abrir, pegar na revista e pô-lo lá dentro
. levar o guarda-chuva quando não é preciso
. salpicar a loiça lavada com detergente, sem querer, e sentir uma ligeira azia
. pôr um filme antes de dormir e resistir ao sono, passados 5min
. passar um sábado inteiro de pijama em casa, com o mesmo entusiasmo que ir à feira popular

6 de novembro de 2011

ó MEC, que me deste o Outono de cidade beijada!

"Aqui podemos comprar castanhas muito melhores do que aquelas que se assam nas ruas das grandes e pequenas cidades. Mas dão muito trabalho, gastam muito gás e acabam por ficar, inevitavelmente, uma merda. 
Quem nos dera os assadores trapaceiros de Lisboa que nos vendem castanhas boas à mistura com minorcas e podres, numa proporção de uma boa por cada três más. São quatro boas por cada dúzia, oito por duas dúzias (a quantidade que se deve encomendar)".

As Saudades urbanas
in Público, de hoje
MEC

4 de novembro de 2011

(uma revolta matinal devido às últimas noticias sobre os transportes públicos) people que decide merdas...

Pá, como, mas como é que vos passa pela cabeça cortar nos horários dos transportes públicos, em vez de cortarem de uma vez por todas - e à séria - nos absurdos ordenados de quem finge que trabalha para este país. Este argumento não é novo, bem sei. Mas minha gente, como é que querem que trabalhemos mais, se não tivermos maneira para chegar a casa depois do trabalho? Trabalho este com mais meia hora do que o normal em alguns casos. O que, deixem-me que vos explique, quer dizer chegar a casa mais tarde. Nem sempre o facto de sair às 19h significa chegar às 20h a casa na boinha assim tranquilão. Há quem tenha de apanhar 2 transportes, e com este panorama "já foi".
Oh, mas que parvoíce a minha, vocês andam em carrões com motorista e tudo. Realmente, como podiam vocês conhecer a realidade da povinha. E, meus caros, se algum de vocês me vier dizer que sabe bem como é porque já andou de transportes, que vai ser difícil ter de sair de casa 5 horas mais cedo, mas que tem de ser. Vocês que acham que aquela vez que andaram de metro porque era chato levar o carro para o Chiado, conta alguma coisa. Bom, fofinhos, vão à merdinha assim de fininho. A troika, ou o tal grupo de trabalho, só está a obrigar aquilo que vocês não estão a fazer.
Não estou a exagerar, estou só a pensar como é que vou para casa agora que estou a estudar em horário pós-laboral, caso alguma das carreiras fechadas seja a minha. Isto de estudar é para me enriquecer como profissional, blá blá blá, merdas que não vos interessam, certo?

Maijaqui

cenas fac

Eu voltei a estudar, como acho que já disse. Maneiras que a coisa tem corrido bem.
Já estou quase habituada a controlar a minha vida ao minuto, mas ainda não consigo chegar a horas às aulas. Ontem era dia de Conferência - temos umas 2 por mês - com um orador do Estrangeiro.

Mesmo à porta do auditório...
- Xiii, também estás atrasado?
- Sim, mesmo.
- 'Bora entrar então (não reconheci a cara, mas como os seminários são abertos, achei normal)
- *tok tok tok* Com licença, senhor professor.
Senhor professor lança olhar fulminante e acompanha o meu andar até cerca de meio da sala.
- Bom, como estava a dizer, o VAL e a percentagem do...

*nuvemzinha de diálogo interior* Oh pá que estranho, então mas o gajo devia ser francês, este fala tão bem português. Bom, se calhar já vive cá há muitos anos... e VAL, wtf? O que é que o VAL tem a ver com Estratégia e cenários futuros? *fecha nuvemzinha de diálogo interior*

- Blá blá blá blá - diz o professor, uma data de coisas que não percebi um charuto.
- Olha *toque no ombro da rapariga que estava sentada à frente* como é que se chama este professor?
- É o M**** e C******.
- Ah, ok. Não é francês não?
- Pois, não.

*nuvemzinha de diálogo interior* Oh que granda merda, o gajo ainda por cima lançou-me aquele olhar, que vergonha, vou ter de sair pela porta da frente, esta aqui está fechada %$#!!" *fecha nuvemzinha de diálogo interior*

- *tuk tuk tuk* Bom, errr, professor desculpe, errr, enganei-me na sala.
- Pois menina, não era bem isto que estava à espera, pois não?
*risada geral*

*fim da história porque depois morri de vergonha por não haver nenhum buraco onde me esconder*

Em minha defesa diga-se que a sala estava correcta de facto, mas houve uma alteração de última hora e a folha branca que estava colada à porta com corpo 8 dizia "Aula de Análise e Gestão Financeira".

31 de outubro de 2011

refugiada

Ando de mala e portátil atrás e cada dia fico numa casa diferente *chinfrim de instrumentos que pretendem criar um clima de tensão e marcar um momento importante*. Sinto-me em Erasmus, ou em inter-rail ou nas férias grandes de verão já na faculdade. Pior, sinto-me refugiada na cidade que me viu nascer *drama drama drama*.
Ou é porque uma é muito longe do trabalho, noutras não estou sossegada e outras têm gatos - que são como kryptonite para mim. Pior dos piores *drama drama drama*, soube à pouco que a instalação do gás e da luz tem listas de espera de 7 dias desde o dia em que se "solicita a instalação" *drama, drama, drama*. Nem me importo de tomar banho de água fria (recordem o tempo que estive na casa anterior sem termo-acumulador e a aquecer água no fogão) mas às escuras, já não queria. Gostava antes de brincara às casas prontas e funcionais.
 
Só gosto de gatos para fazer pena às pessoas.

30 de outubro de 2011

cu cu

Não desapareci. Pelo menos assim para sempre ou por um mês como da última vez.
Mas estou em mudanças e para me conseguir escapar - sem peso na consciência - tem sido dificil. Em relação ao outro tipo de peso - de acartar com coisas que não fazia ideia ter e das quais prometo livrar-me todos os dias e ainda de outras que provavelmente irei acumular - estou a ficar perita.

19 de outubro de 2011

eles andem aí

Ia eu, ia eu a caminho do trabalho, alegremente a ouvir o Beat it do Michael Jackson e deparei-me numa carrinha preta de onde saiam senhores atarefados a carregar coisas para um prédio. Como tive de parar para um deles passar, reparei que na porta lateral da carrinha estava escrito o seguinte "we boost your business in the field".

(este parágrafo destina-se a proporcionar o tempo necessário para digerir esta frase e produzir pensamentos próprios, ou o comum "eu pessoalmente acho que")

Infelizmente, não tive tempo para ver de que era a empresa, sem parecer maluca ou tarada por carrinhas, ou mesmo por senhores transportantes (aviso: a invenção de palavras é importante para a saúde mental das pessoas no geral e no particular).
Mas assim de repente só me faz sentido ser de material bélico, especializado em granadas (principalmente).

18 de outubro de 2011

make-over

Ando em mudanças por aqui e na vida real também. Afinal das contas, não estão assim tão separadas.

a sério, juro que vou mudar.

Nunca damos por ela. Assim à primeira, quero dizer. Estou a falar dos namorados cleeny, daqueles chatos  que criticam meticulosamente tudo e que cobram uma lista infindável de to do's que por clara negligência nos esquecemos. Que nos fazem desenvolver uma capacidade quase 'premonitória' dos nossos passos, para não levarmos na cabeça. Numa de não repetirmos o que, por uma qualquer razão moralista que desconhecemos até então, não devíamos ter feito nunca na vida.
A fase bicuda chega com a dúvida entre ser melhor justificar a atitude ou o ignorar abrupto e contínuo. O que levará eventualmente a um afastamento. Grande. Provavelmente e também, pelo silêncio que se vai 'encastrando' por todo o lado onde passam, mais desconfortável que o de Auschwitz.
Pior que um namorado assim, é um chefe. Onde a pressão assídua gera uma culpa injustificada e faz, por exemplo, tentarmos perceber se por acaso dissemos alto o que estávamos a pensar. Que poderá incluir ofensas e descrições meticulosas de tortura, ao próprio, sem nos apercebermos. Numa de tentar justificar o seu mau humor, constante. Uma forma da nossa consciência dar miminhos ao Ego e afastar a ideia de que de facto possamos ter feito algo de errado.

Estamos sempre em falta. Devíamos ter adivinhado o que ele queria ou ter trazido um chocolate do almoço para saber o quanto gostamos de trabalhar com ele. Pior, é não responder imediatamente a mensagens ou mails. Poderá desencadear imediatamente "a conversa".
Não sei, se óleo de massagem, uma garrafa de vinho e uma promessa de viagem quando fizermos 1 ano para Bora-Bora, poderá resultar, mas duvido. Não que o assédio sexual do escritório não seja altamente, mas tenho para mim que não será a resposta.
Dammit.

24 de julho de 2011

entre a amy e a noruega

Vou 'checkando' as evoluções de uma e outra noticia. Espero que a próxima semana seja bem mais tranquila.

19 de julho de 2011

ainda não gosto do Google+

Foi assim com o hi5 e o Facebook. O Myspace não fez grande espécie, além da flauta no básico não lhe dei em mais nada, dai que também não fazia muito sentido.
Só o mIRC é que foi amor à primeira tecla. Os voices, os op's... hum.
Agora deste ainda não gosto e sei que não vou gostar até passar a euforia pela manada do momento. No pun intended.
Já o iPhone, bom, é um amor peculiar, sempre gostei dele, mas não admito assim a toda a gente. A verdade é que não o tenho ainda. Será por isso?
Mas esse dia vai chegar. Ai vai vai.

O que queria dizer é, eu não tenho conta no Google+. (este ponto final fica estranho aqui, mas se não o puser para que o texto pode continuar até ao infinito)

actualidade 1o1

Pena a Sónia Brazão não ter escolhido esta altura para rebentar a casa, porque à partida o anti ciclone que anda por aí tratava do gás todo. Quanto ao roubo dos 20 telemóveis - pela troika, sejamos sinceros - seria escusado se tivessem levado o cão que morde tubarões.
Ainda não se apurou, no entanto, se os estudantes maléficos da Católica que andam de chinelos e calções estarão ou não no banco dos réus no caso de falência da marca Labrador. Ainda mais suspeito é o facto das lojas ainda abertas terem entrado em liquidação total esta semana.
Serão arguidos neste caso? Aguardamos updates a qualquer hora.

Padre Melícias é fã da pêra-rocha

 Sim, é mesmo notícia. A Pêra-Rocha não merece isto.





Maijaqui

12 de julho de 2011

in the moody's for

Ponho frequentemente a hipótese de praticar quase todos os ofícios. Agora com a Moody's senti um impulso de me tornar uma hacker e ser feliz para sempre. Tal como nos jogos de computador e consolas, é a simulação de um qualquer papel, de atacante, de donzela abandona, de senhor do universo e assim, que torna aquilo mais aliciante que lambidelas no pescoço. Acreditamos ter todo aquele poder por alguns momentos. E depois dizemos "die mother fucker dieeeee" bem alto, com as veias a saltar que nem Anas Malhoas. E porquê? Porque a nossa vida é de facto desinteressante. Pelo menos para quem tem a infelicidade de estar num escritório e a felicidade de não estar fora de um, numa relação amor-ódio mais cúmplice que a que tenho com os pasteis de Belém.
E não era daqueles hackers que se babam involuntariamente, usam o youporn como namorada e dormem em caixas de pizza. Não, não. Era daqueles que descobrem as passwords que salvam o Mundo e nunca olham para trás nas explosões.