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30 de janeiro de 2012

cada macaco no seu galho

A nós devia-nos entre as que ficam na sala dos lavores e as que se juntam aos homens na sala de fumo, ou de jogos, ou de bebida, depois do jantar.

Já a eles, era assim:

28 de dezembro de 2011

anti coca-cola is so anti mac

Zoom in: campanha publicitária "razões para Acreditar" só se aplica a Portugal e à Crise nacional.

Zoom out: a crise é mundial, afecta naturalmente mais uns do que outros (versão espanhoelas). Realmente não estamos no melhor lado de momento, azarina albertina.

Acima de tudo - estatísticas à parte - é agradável, e no Natal é isso que se quer. Para pesadas, bastam as consciências, as balanças, e com isso as primeiras resoluções de fim de ano a borbulharem. Orgasmos múltiplos para o Holmes Place.

Não querendo parecer a minha avó, mas já parecendo, penso, de voz tremida, que a maior crise será a de valores. Qualquer dia o Optimismo é uma Causa e depois vai ser tramado ser do contra.

11 de novembro de 2011

às 11 e 11 do 11 do 11 do 11

... não aconteceu nada. Este semi-palíndromo foi mais uma promessa vã. Este mês o mundo já esteve para acabar/mudar para todo-o-sempre 2 vezes.
O que me faz pensar que de facto o mundo é masculino. Até foi o Marco que disse "eles falam falam e não os vejo a fazer nada".
Estava à espera disto (no mínimo):

4 de novembro de 2011

cenas fac

Eu voltei a estudar, como acho que já disse. Maneiras que a coisa tem corrido bem.
Já estou quase habituada a controlar a minha vida ao minuto, mas ainda não consigo chegar a horas às aulas. Ontem era dia de Conferência - temos umas 2 por mês - com um orador do Estrangeiro.

Mesmo à porta do auditório...
- Xiii, também estás atrasado?
- Sim, mesmo.
- 'Bora entrar então (não reconheci a cara, mas como os seminários são abertos, achei normal)
- *tok tok tok* Com licença, senhor professor.
Senhor professor lança olhar fulminante e acompanha o meu andar até cerca de meio da sala.
- Bom, como estava a dizer, o VAL e a percentagem do...

*nuvemzinha de diálogo interior* Oh pá que estranho, então mas o gajo devia ser francês, este fala tão bem português. Bom, se calhar já vive cá há muitos anos... e VAL, wtf? O que é que o VAL tem a ver com Estratégia e cenários futuros? *fecha nuvemzinha de diálogo interior*

- Blá blá blá blá - diz o professor, uma data de coisas que não percebi um charuto.
- Olha *toque no ombro da rapariga que estava sentada à frente* como é que se chama este professor?
- É o M**** e C******.
- Ah, ok. Não é francês não?
- Pois, não.

*nuvemzinha de diálogo interior* Oh que granda merda, o gajo ainda por cima lançou-me aquele olhar, que vergonha, vou ter de sair pela porta da frente, esta aqui está fechada %$#!!" *fecha nuvemzinha de diálogo interior*

- *tuk tuk tuk* Bom, errr, professor desculpe, errr, enganei-me na sala.
- Pois menina, não era bem isto que estava à espera, pois não?
*risada geral*

*fim da história porque depois morri de vergonha por não haver nenhum buraco onde me esconder*

Em minha defesa diga-se que a sala estava correcta de facto, mas houve uma alteração de última hora e a folha branca que estava colada à porta com corpo 8 dizia "Aula de Análise e Gestão Financeira".

20 de outubro de 2011

a wikipedia não é de fiar...

Maria Madalena é descrita no Novo Testamento (não encontrei nada lá sobre alguém tão fixe mas tão fixe que o mundo explodiu) como uma das discípulas mais dedicadas de Jesus Cristo (mentira, é de Julian Casablancas). 
É considerada santa (sim, às vezes dizem-me que sou um anjinho, deve valer também) pelas igrejas Católica, Ortodoxa e Anglicana (não sei o que querem dizer com isto, nunca tive qualquer elogio de uma igreja. O que é normal, porque as igrejas não falam) sendo celebrada no dia 22 de julho (por acaso tenho preferido Abril, mas não me importo de celebrar em Julho também, tudo bem). É também comemorada pela Igreja Luterana (esta passa, porque é aquela do Martin Luther King) com festividades (defina festividades) no mesmo dia. A Igreja Ortodoxa também a celebra no segundo domingo após a Páscoa (eu não celebro a Páscoa, isto não faz sentido nenhum). O nome de Maria Madalena a descreve como sendo natural de Magdala (tenho de ir trocar a Naturalidade senão ainda me tramam um dia destes quando descobrirem que tenho S.Sebastião da Pedreira em vez de Magdala), cidade localizada na costa ocidental do Mar da Galileia (na Galileia tinham uma sandálias muito giras, daquelas das fitas pela perna acima, muito sexy).

Erroneamente aqui

19 de outubro de 2011

eles andem aí

Ia eu, ia eu a caminho do trabalho, alegremente a ouvir o Beat it do Michael Jackson e deparei-me numa carrinha preta de onde saiam senhores atarefados a carregar coisas para um prédio. Como tive de parar para um deles passar, reparei que na porta lateral da carrinha estava escrito o seguinte "we boost your business in the field".

(este parágrafo destina-se a proporcionar o tempo necessário para digerir esta frase e produzir pensamentos próprios, ou o comum "eu pessoalmente acho que")

Infelizmente, não tive tempo para ver de que era a empresa, sem parecer maluca ou tarada por carrinhas, ou mesmo por senhores transportantes (aviso: a invenção de palavras é importante para a saúde mental das pessoas no geral e no particular).
Mas assim de repente só me faz sentido ser de material bélico, especializado em granadas (principalmente).

16 de outubro de 2011

Quem quer ser ex-lionário?

Dizem-nos que depois do primeiro desgosto de amor, todos os seguintes não são tão maus porque já conhecemos o processo. Sabemos que as duas primeiras semanas são insuportáveis, que temos de esconder todas as facas da casa e evitar as drogas duras. Que depois disso, em vez de pensarmos 24h nessa pessoa e no que ela acharia disto daquilo e do outro -que de repente deixamos de poder contar- começa a saltar 1, 2 dias sem pensarmos nele. Mesmo assim vamos acumulando todas as coisas que se vão passando para, no caso de voltarmos, lhe contarmos.
Ainda nesta fase de aborto mental, perdemos alguns amigos e ganhamos outros. Que usualmente, formam o grupo de sair à noite e que serão pessoas em igual situação ou pior ainda. Pessoas que, secretamente sabemos, caso estivessemos felizes numa relação jamais iriam jantar lá em casa ou em double date ao brunch ao domingo.
Mais ainda, começamos a evitar os restaurantes românticos, os sábados de manhã e o dia inteiro de domingo. Ir a centros comerciais é de cortar os pulsos, mais ainda quando já não podemos gozar colectivamente (inclua-se namorado) com os fatos de treino e as mãos-unhas-de-gel nos bolsos traseiros dos 'mores' - raça típica Colombo-iana. Mas como é intolerável deixar de ir à Fnac, carregamos o pesado semblante, sem o entusiasmo de outros tempos, andamos sempre a olhar para o chão na esperança de não esbarrar com um casal feliz a comprar DVD's ou televisões para a sala. Sala essa que terá fotografias dos dois em momentos asquerosamente românticos, ou quem sabe super-divertidos nas férias de Verão.
E depois chega o Inverno e a obrigação (mesmo) em esconder todas as mantas e DVD's que dividiam amorosamente com a cara metade. Logicamente oposto ao desacompanhado tiritar de agora.
Maneiras que não, ainda não consegui arranjar maneira de ultrapassar o fim de uma relação, sem passar pela casa de partida. Não há auto-save, merda. Ainda estamos na pré-história dos jogos, que apesar de tudo o que possamos construir durante uma hora, se falharmos, vai tudo com o. E depois só mesmo começando de novo. O que dá uma adrenalina desgraçada, seguida de uma responsabilidade em fazer tudo bem à primeira, e por fim a frustração desmesurada. Mesmo assim podemos ter uma ou outra vida extra, e ir tentando salvar a relação, apesar de eventuais quebras de confiança ou mesmo da tesão. Ora toda a gente sabe que, uma vez recorrida a ajuda do público, as restantes jogadas estão em risco, severo. Que é a altura em que nós miúdas começamos freneticamente a ligar às amigas e a descarregar tudo o que ele fez e deixou de fazer durante os últimos meses em que desaparecemos do mapa em nome da paixão.
Que é o que os concorrentes do Quem quer ser milionário devem sentir quando não ganham na última pergunta. "Penso eu de que".

1 de agosto de 2011

auto-consciência ou então consciência colectiva também

Acho que devíamos fazer uma liga das "pessoas que vão trabalhar durante o mês de Agosto e que não querem ficar deprimidas por ler posts com 3 semanas a 1 mês". Claro que o nome não pode ser tão extenso.

*martelo de tribunal que faz aquele barulho que todos sabemos, mas que eu não consigo replicar*
Está aberta a sessão de tempestade mental* para arranjar um nome para esta iniciativa.


* a.k.a. brainstorming

23 de julho de 2011

tan tan ta nan, tan tan ta nan

Vou a um casamento daqui a nada mesmo e depois digo-vos se agarrei isto ou não.



E se cedi ao Moscatel durante o cocktail. São sempre os momentos que me intrigam, a escolha de bebidas before dinner e se a tábua de queijos no fim vale mesmo a pena. Tudo o resto, bom, é um casamento :)

20 de julho de 2011

reflexões oníricas

Ele acorda, como eu.



Ela tem o termo-acumulador avariado e aquece água no fogão, como eu.













Long dream William S. Burroughs.

6 de julho de 2011

Pronúncia

Ora, quando se diz mal uma palavra pela primeira vez - partindo do principio que não há acesso à internet - é normal. Quando se diz a segunda, também. Agora, ao fim de muitas... Caramba, é preciso estar muito distraído para não conseguir repetir bem um nome passados 5 minutos da primeira vez. A falta de atenção extrema irrita-me, e é um defeito como outro qualquer. Mas ainda hoje disse a um colega que tal palavra se dizia de tal forma, vezes sem conta. Não é que vem falar comigo - com um ar de quem não precisa de saber dizer bem aquela palavra para nada - e pumbas diz outra vez mal. Pior, é acontecer com lapsos temporais de dias, semanas, vidas. Pff, geração que não decorou a tabuada.

Olá

olá, olá, olá

...á, á, á